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O Mundo em Mapas 01/3

 


 

 

 


Cosmologia Medieval
 

 

O MUNDO EM MAPAS

 
 

 
Rubicão, pequeno rio, que separava a Itália da Gália, Cisalpina. O Senado declarava traidor à Pátria e votado aos deuses infernais, todo aquele que, à frente de uma legião, ou ainda de uma comitiva, transpusesse tal rio. César infringiu a proibição e passou o Rubicão, exclamando:
 

Alea jacta est ! ( A sorte está lançada!)

Essa é uma exclamação que se costuma proferir, quando se toma um decisão arrojada e decisiva. também se diz no mesmo sentido: passar, transpor o Rubicão.

ONDE FICA O RUBICÃO OU RUBICON?

Na verdade, depois de séculos, a conformação do terreno onde se desenrolou o episódio histórico sofreu sensíveis modificações, tanto no ponto de vista geológico como quanto aos nomes geográficos.

Salvo engano, correm agora nessa região quatro rios: o Uso, o Fiumucino, o Rigossa e o pisciatello.

Qual dos quatro cursos d'agua foi o antigo Rubicão atravessado por César para marchar contra o Senado romano?

Salvo especulações, a real posição desse rio não está determinada com precisão; com certeza, se o grande César mantivesse em suas hostes um bom cartógrafo, provavelmente hoje não haveria tal questionamento.

 

Entretanto, essa introdução especulativa, com dizem, foi somente para "adoçar a pílula", pois a nossa temática central vai um pouco além dessa dúvida.

O desenhos suplantam no tempo a escrita, e por isso afirmam os mestres "A Cartografia precedeu o registro da História.

Nos primórdios, os nossos antepassados souberam testemunhar, embora com rudimentar traçado, os caminhos percorridos, tentando reproduzir minúcias que muitas vezes iam além da própria imaginação. Surgem dessa forma os primeiros mapas, alinhavando assim uma utilidade primária do que se convencionou chamar de cartografia.

Com a necessidade de avaliar distancias, com o surgimento dos primeiros arremedos de unidades de medidas, os babilônios, em gravações de argila, deixaram registros contundentes atestando a antiguidade de seus feitos; bem mais tarde, por volta de 3.500 a 3000 a.C, também os egípcios, impulsionaram a técnica desses registros, efetuando sistematicamente registros das terras e conseqüentes propriedades.

Consta dos anais, porém, que foram os gregos que ampliaram, por volta de 500 a.C, as necessidades limítrofes dos antigos mapas, os quais representavam pequenas porções de terra, para uma visão mais abrangente, ou guardando-se as devidas proporções, para uma visão globalizada do mundo.

Sem entrarmos em detalhes não condizentes com o objetivo desta reportagem, foi o momento que rompeu-se com a chamada "Cosmologia Plana"; posteriormente , já no início do século IV a.C, Pitágoras teria introduzido o que ficou convencionado de "concepção da Terra esférica".

Todavia, foi Ptolomeu em sua Geografia, que conduziu os conhecimentos cartográficos a um patamar mais alto, com estudos da construção de globos, projeções e mapas, tendo tido a primazia de ter sido o protagonista do primeiro Atlas geral até aquela data conhecido; chegou a ser um geógrafo de tamanha competência, que desenvolveu para os seus mapas um sistema de meridianos e paralelos - considerados excelente pelos especialistas que hoje em dia estudam os seus legados. Inclusive, com uma visão ainda mais ampla para a sua época em que todos achavam que a Terra era plana, ele afirmou que ela era redonda e constituía o centro do Universo, fundamento errado que ficou conhecido como teoria geocêntrica.

Em contrapartida, os romanos, povo prático, alheios aos desacertos teóricos de Ptolemeu, orientaram a geografia num patamar imediatista, organizando um mapa geral do Império, com todas as estradas e distancias registradas.

Como o Império era enorme, pasmem Amigos do Almanaque Virtual, tinha um comprimento aproximado de 6,28 metros; sendo que para deixá-lo, digamos, portátil, para facilidade de transporte, sua altura foi ajustada para aproximadamente 34 centímetros.

Essa "esticada" para as laterais, num curioso e inusitado formato, fez com que os paises mapeados ficassem alongadíssimos; apesar dessa deformação, no aspecto eminentemente prático, foi um trabalho de cartografia muito útil e os romanos usaram-no por vários anos.

Depois da queda do Império Romano, praticamente todos os ramos do conhecimento humano entraram em decadência e, com a escassez das viagens, a geografia perdeu o encanto que tivera.

Infelizmente, nos ditos anos negros da Idade Média, dominada por preconceitos, superstições e outras mazelas intelectuais, a cartografia entra ainda mais em decadência. Na Europa, o paradigma torna-se o Orbis Terrarum dos romanos, um mapa-múndi circular, tão vilipendiado que se ainda anteriormente tinha alguma validade, posteriormente perdera a sua exatidão geográfica. A chamada Terra Santa, com raras exceções, ocupava a parte central desses mapas, seguindo-se assim fielmente os textos bíblicos. Substitui-se dessa forma, todo e qualquer conhecimento considerado cientifico, pela criação puramente inventiva de artistas geniais que normalmente eram prestigiados e sustentados por senhores e pela Igreja. Nesta fase, os árabes que ficaram fiéis aos conhecimentos, mantendo uma cartografia de primeiríssima qualidade, tiveram um desenvolvimento simplesmente espetacular.

Felizmente uma grande descoberta: a bússola. Esse instrumento indicador do norte magnético, parece retirar o torpor que impregnava os europeus; introduzida na Europa, provavelmente por viajantes provenientes da China, passam a ser usadas pelos grandes navegadores no século XIII.

A partir do ano de 1300 começaram a surgir os "portulanos",que eram mapas náuticos, em cujo aperfeiçoamento os portuguêses participaram ativamente, principalmente com o desenvolvimento da Escola de Sagres. com linhas superpostas, mostrando com evidencia,  as rotas a serem tomadas pelos mestres  navegantes, utilizando com certeza a bússola; sem dúvida, foram as grandes precursoras das cartas marítimas.

Embora sob o ponto de vista técnico, melhores que os mapas anteriores, deixavam ainda muito a desejar, pos representavam o "ecúmeno" ou para simplificar, a terra habitável, num bloco compacto, reunindo Europa, Ásia e África, sendo o restante representado como mar.

Conforme os cálculos dos geógrafos de antanho, a circunferência terrestre ao longo do equador media:

CIRCUNFERÊNCIA NO EQUADOR SUPERFÍCIE TERRESTRE OCEANOS
33.000 km 100 %
23.000 km 69,70 %
10.000 km 30,30 %

Em cálculos atuais, aproximadamente, temos:

CIRCUNFERÊNCIA NO EQUADOR SUPERFÍCIE TERRESTRE OCEANOS

40.000 km

100 %

14.000 km

35 %

26.000 km

65 %

Em 1410, o cardeal Pierre d’Ailly escreveu  “Imago Mundi”, que continha entre outras coisas, citações de eminentes gregos, latinos e árabes. O Almagesto, de Ptolomeo foi enriquecido com correções efetuadas pelo Cardeal, transformando-se no principal geógrafo teórico do seu tempo.

Louve-se também os trabalhos de Alfayran, geógrafo muçulmano, e de Martin Behaim, a quem se credita a elaboração do primeiro globo terrestre em 1492.

Embora o texto não tivesse uma visão real dos meandros da ciência geográfica até aquele momentos, Cristóvão Colombo estudou com afinco esse trabalho. Salvo enganos interpretativos, o problema maior da obra era ter como base as descrições do Império Romano, por serem como vimos, irreais sob o ponto de vista geográfico. Por exemplo, imaginava-se um vasto continente meridional ao sul, unido por um extremo a África e por outro lado a China, com o oceano Indico sendo um mar interior. Alem disso, o cálculo da circunferência da Terra efetuado por Eratóstene, estava errado; era um sexto menor do que o real.

O mapa-múndi do florentino Paolo del Pozzo Toscanelli (1397-1482), medico, geógrafo, astrólogo, matemático, provavelmente confeccionado por volta de 1457, da uma idéia vaga dos conceitos geográficos da época; conforme diagnóstico de especialistas, o cartógrafo usava 2 escalas: uma com divisão de 13 frações de cem milhas e outra, em 26 frações de cinqüenta milhas. As informações primavam por generalizações como: "Depois destas ilhas (Java Maior e Java Menor, provavelmente correspondentes ao Japão) vêm a Irlanda e Ceilão. Depois, a Sicília.

Toscanelli calculou uma distancia de 5.000 milhas náuticas (9.000 km) entre a  China e a  Europa ao invés dos 11.500 . Este erro parece que animou Cristóvão Colombo a empreender a travessia pelo Oceano Atlântico

No Renascimento, para ficar com os mais substanciais, dois fatores foram vitais para um "alavancamento"da cartografia: a difusão da obra de Ptolomeu, traduzida para o latim, e a invenção da imprensa, responsável direta pela transformação do processo artesanal em que se encontravam, para uma produção industrial em maior escala e mais precisa.

Todavia, compreensível que assim o fosse, os mapas eram considerados segredos de estado, com punições severas para quem ousasse desrespeitar as leis da época; cada pais procurou desenvolver métodos próprios, flexionando nas técnicas, formas e conceitos.

Sensibilizados pela importância dos portulanos no desenvolvimento da cartografia, insatisfeitos ainda com a parcimônia na descrição dessas cartas, pesquisando em várias fontes, nós do Almanaque Virtual, imbuídos em levar mais e melhores informações aos nossos estimados internautas, fomos além, encontrando um livro simplesmente espetacular, que recomendamos aos interessados pela matéria:

O DESCOBRIMENTO DA TERRA
História e histórias da aventura cartográfica
De: Oswald Dreyer- Eimbcke
Editora da Universidade de São Paulo-Imp. Melhoramentos

Tradução do original em alemão: Alfred Josef Keller

   

(7) Portulanos

"Os portulanos parecem esta ligados à introdução da bússola na navegação. Há fortes indícios de que seu uso se generalizou primeiro nas embarcações do imperador Frederico II de Hohenstaufen. Os portulanos são os testemunhos mais diretos e palpáveis dessa época.

O termo vem do latim, através do italiano. Parece ter sido usado pela primeira vez em 1285 no sentido de uma descrição dos portos marítimos. A palavra italiana portolano refere-se originalmente a uma apresentação descritiva das costas, com suas características e localidades, e especialmente dos portos. Seu objetivo principal é atender a uma necessidade da navegação e não tanto a interesses geográficos.

A partir do século XVI  o termo portulano começou a ser aplicado a qualquer coleção de instruções náuticas e aos mapas que acompanhavam. E no século passado, finalmente, os cientistas passaram a chamar de portulanos todas as cartas marítimas antigas.

O portulano mais antigo conhecido até hoje é a assim chamada Carta de Pisa, que data do último quartel do século XIII. Nos portulanos, que estão sempre virados para o norte, destaca-se sobretudo a rede de linhas de rumo que convergem sobre alguns pontos. É uma rede graduada de centros parecidos com a rosa-dos-ventos dos quais partem, a distâncias regulares, linhas semelhantes aos raios de uma roda que se cruzam mutuamente.

Os portulanos costumavam ser desenhados como uma espécie de mapa em formato grande sobre pele bovina. Nos navios havia pelo menos um exemplar que servia de base para a orientação náutica; por motivos de segurança, levava-se às vezes um segundo exemplar como reserva. Mas havia também os portulanos em forma de Atlas que, se de um lado facilitavam o manuseio, eram sujeitos, por outro, a maiores deformações e tinham o campo de visão mais limitado.

Nos navios, os portulanos se deterioravam facilmente, tornando-se ilegíveis e imprestáveis. Por isso, conservaram-se até os nossos dias apenas aproximadamente 130 portulanos, entre mapas e Atlas, dos séculos XIV e XV, quando o número dos exemplares desaparecidos e destruídos deve ser muitas vezes maior. Os que se conservam são sobretudo exemplares de luxo que foram dados como presentes a importantes autoridades. No século XIV florescia na ilha de Maiorca uma cultura em que se misturavam elementos árabes, catalães, italianos e judaicos que deu origem também à cartografia maiorquina-catalã.Por força deste ambiente social, seus mapas merecem atenção não apenas como documentos de geografia econômica, mas também como obras de interesse histórico-cultural. Suas características específicas são: topônimos em língua catalã, legendas que informam sobre os montes Atlas (desenhados em forma de uma palmeira deitada), os Alpes (representados como pé de pássaro), as serras em volta da Boêmia em forma de ferradura e o mar Vermelho, que aparece mesmo nessa cor como sinal da influência judaica.

No século XVI, a cartografia maiorquina-catalã passa a reproduzir apenas modelos antigos, transferindo então sua tradição para o novo centro da cartografia espanhola que é a Casa de la Contratación, em Sevilha, fundada em 1503.

Considera-se a maior realização dos artistas-cartógrafos de Maiorca o Atlas Catalão de 1375, uma obra do judeu Abrão Cresques (1323-1387), que, em vista de seu bom relacionamento com a casa real de Aragão, chegou a criar vários mapas-múndi para o rei Dom Pedro e seu filho Dom João. O Atlas mesmo foi levado a Paris (1381) como presente para o rei da França, Carlos V. Ainda hoje esta obra maravilhosa se encontra nessa cidade cf. págs. 72/73).

Cresques se baseu em fontes das mais diversas origens. Ao lado de mapas eclesiásticos da Idade Média e cartas marítimas, consultou um grande número de relatos de viagem, entre os quais as descrições de Marco Pólo sobre a Ásia. Isso fez com que o Atlas não se limitasse à representação dos mares; os países também aparecem com detalhes muito interessantes. Ao lado de aspectos geográficos, deparamo-nos com informações históricas, etnográficas e mitológicas. Nas primeiras quatro folhas vemos o norte da África. Os conhecimentos daquela época não iam muito mais para o sul. A costa ocidental da África já era conhecida até além do cabo Bojador. Os respectivos dados tinham sido fornecidos pelo catalão Jacomo Ferrer, que, em 1346, tinha chegado ate o rio d'Ouro. Na margem inferior da segunda fila já aparece a Guiné entre o cameleiro árabe e um rei africano. A parte dos portulanos registra ao todo uns 1.120 nomes.

Na quinta página dupla encontramos uma representação dos Três Reis Magos, cujos restos mortais estariam guardados em Colônia.

 

O TRATADO DE TORDESILHAS, O BRASIL E O INTRIGANTE MAPA "DE CANTINO"

 

BULA INTERCOETERA

A Espanha em 4 de maio de 1493, pelo calendário juliano um sábado, junto ao papa Alexandre VI, o espanhol Rodrigo de Bórgia, o reconhecimentos das suas pretensões, pela promulgação da Bula intercoetera, que divide o mundo por um meridiano fixado 100 léguas a oeste dos Açores e do arquipélago de Cabo Verde (a mais ou menos 47 graus de longitude oeste, Portugal protesta energicamente e os portugueses ameaçam entrar em guerra.
 

TRATADO DE TORDESILHAS

Em 1494, o mesmo papa arbitrou um acordo entre Portugal e Espanha, que ficou conhecido como o Tratado de Tordesilhas, alterando de 100 para 370 léguas a oeste de Cabo Verde o limite determinado pela Bulas intercoetera. A partilha do mundo, decretada sem uma base ou fundamento geográfico mais preciso, resultou no entanto num fabuloso equilíbrio entre os dois paises: o alcance da Espanha se estendia sobre 8,7 e o de Portugal sobre 8,5 milhões de quilômetros quadrados. O tratado de Tordesilhas vigorou por mais de dois séculos, somente modificado em 1750 pelo Tratado de Madrid.
 

MAPA "DE CANTINO"

O primeiro registro da linha demarcatória aparece pela primeira vez no mapa manuscrito Cantino Planisphere de 1502 que esta depositado na Biblioteca Estense, em Modena. Trata-se de um dos documentos raro, provavelmente um dos mais antigos da cartografia marítima portuguesa, cujo autor aparentemente desconhecido, coloca o meridiano de origem a 370 léguas marítimas a oeste das ilhas de Cabo verde. Consta dos anais que Alberto Cantino, plenipontenciário de um duque italiano da corte de Lisboa, adquiriu essa relíquia mediante suborno, entregando-o ao Duque de Ferrara.

Nessa altura do relato, invoco novamente ajuda da obra citada anteriormente "O Descobrimento da Terra", transcrevendo na integra,  o seguinte relato:

"O papa Alexandre partilha o mundo

.....

"Com certeza absoluta, o mapa foi confeccionado no verão de 1502. A Terra Nova e o Brasil encontram-se em mão portuguesas, enquanto o resto da América é posse espanhola. Os conhecimentos sobre a costa americana são ainda muito fragmentários. Ao norte, a Groenlândia é marcada por uma bandeira, e a inscrição sublinha que se trata de terra descoberta pelos portugueses, mas, de acordo com os cosmógrafos, devia tratar-se da ponta de Anian. Os que tinham avistado a terra, não chegaram a desembarcar, contentando-se em observar de longe as cadeias compactas de montanhas. A terra que aparece a noroeste de Cuba (Isabela) foi objeto de sérias controvérsias. A quem se deve o desenho dos contornos da Flórida, que só seria oficialmente descoberta onze anos mais tarde, em 1513? Talvez se trate do resultado de uma expedição oficiosa espanhola da qual teria participado também Américo Vespúcio (1497), ou algum piloto português tenha invadido secretamente as águas espanholas (1497-98) relatando depois as suas descobertas. O duque guardou o mapa até 1592 em seu palácio, de onde sumiu por ocasião do saque de 1859. O bibliotecário da Biblioteca Estense reencontrou o mapa em 1870 num açougue, onde servia de biombo."

Como adendo, uma observação no rodapé do Mapa "de Cantino", do excelente Mapas Históricos Brasileiros, complemento da coleção "Grandes Personagens da Nossa História "da Abril Cultural; confrontando-se as datas do reencontro da obra, há uma diferença de 11 anos. Reprodução do fac-símile na mapoteca do ministério das relações exteriores. Rio de Janeiro, GB.

"Numa manhã de 1859, o Sr. Giuseppe Boni, de Módena, Itália, entrou numa salsicharia. Enquanto esperava que o merceeiro o atendesse, passou a examinar uma planta da loja, cujo forro era feito de pergaminhos desenhados.

Esquecido das salsichas, o Sr. Boni, diretor da Biblioteca Estense de Módema, pagou bom preço pelos pergaminhos.

Verificou que se tratava da mais antiga carta conhecida onde aparecem o Brasil e a linha das Tordesilhas. Era a primeira vez que se incluíam estas informações, porque os reis portugueses proibiam sua divulgação. Para conseguir um mapa completo, Alberto Cantino, espião italiano, teve de subornar um cartógrafo de Lisboa, pagando-lhe 12 ducados de ouro, mas recebeu um bom trabalho.

O artista anônimo, que quase certamente pertenceria às oficinas reais, reproduziu todas as terras conhecidas por Portugal, chegando ao requinte de assinalar a ilha de Ascensão, de localização tão recente que seus descobridores ainda não haviam regressado.

O "mapa de Cantino" (Como ficou conhecido) data de 1502 e mede 105 cm x 220 cm.

Mostra ainda a costa oriental da América do Norte, que só seria oficialmente descoberta dez anos mais tarde. "

Completando esta primeira parte da reportagem, recomendamos acessarem o site Almanaque "Pridie Kalendas",  direcionando a sua atenção para a primeira parte da página intitulada Gênios Inesquecíveis; ali encontramos, provavelmente, uma das mais completas reportagens sobre o eminente Abraão Zacuto, cujos relevantes trabalhos fortaleceu de maneira substancial, o desenvolvimento de Portugal nas artes nauticas.

 

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