O Código Da Vinci

Uma amostragem do:

ALMANAQUE

"PRIDIE KALENDAS"

Autor: Dan Brown

Edição brasileira - Editora Sextante (2004)
480 páginas (Fonte primária da pesquisa)

 


 

 

 

Música de fundo:Mona_Lisa-(Imortalizada por :Nat_King_Cole)-MIDI-Para tirar o som clicar em ESC

ADENDA NÚMERO IV (Continuação)

Como nunca, principalmente nas artes, a Proporção de Ouro foi tão divulgada; Albrecht Durer, Bartók, Beethoven , Debussy, Michelangelo, Schubert, foram citados como utilizadores dessa proporção.

Porém, Leonardo Da Vinci, se destaca entre os seus mais entusiastas utilizadores.

Pintor, escultor, engenheiro, arquiteto e sábio italiano, nasceu na cidade de Vinci (Toscana) em 1452, e morreu no castelo de Cloux, próximo de Amboise, em 1519. Era filho natural de Ser Piero, notário da senhoria de Florença, e quando seu pai o confiou a Andrea Verrocchio para lhe ensinar pintura e escultura, pelo ano de 1470, Leonardo tinha já grandes conhecimentos de gramática, aritmética e musica.

Mostrava nas suas investigações cientificas uma surpreendente qualidade. Convenceram-no da necessidade de subordinar a imaginação á observação da natureza, e a partir de 1472 o seu nome ficou inscrito no registro dos pintores florentinos. Sabe-se que habitou quase constantemente Florença até 1482; que ali desenhou, pintou e esculpiu, e que ali se ocupou de estudos científicos e de trabalhos de engenheiro (Trabalhos para canalização do Arno). Nenhuma de suas obras de escultura chegou até nossos dias. As suas únicas pinturas subsistentes que se podem atribuir a este primeiro período são: a pequena Anunciação e a Virgem dos rochedos, do Louvre, e A adoração dos magos (Ofícios).

É possível que Leonardo da Vinci estudasse anatomia em Pavia sob a direção de Antonio della Torre. Foi por esta época que ele partiu para Milão, a oferecer a Luiz o Mouro um alaúde de prata construído por ele mesmo, e os seus serviços como engenheiro militar, arquiteto, pintor e escultor. O duque Empregou-o como organizador de festa e encomendou-lhe a estatua eqüestre, de proporções colossais (8 metro de altura), de seu pai, Francisco Sforza, na qual Vinci trabalhou mais de dezesseis anos e que nunca foi fundida. Paralelamente, o Florentino teve de executar, no refeitório do mosteiro dominicano de Santa Maria das Graças, a sua lendária Ceia, acabada em 1498, e ainda hoje sublime no seu estado até certo ponto precário.

Esta obra celebre, muito deteriorada, foi restaurada pelo pintor Luis Cavenaghi (1908).

Leonardo pintou também, durante o seu período em Milão, diversos retratos, como o de Lucrecia Crivelli ( A bella forrageira do Louvre); trabalhou nos estudos relativos ao acabamento da catedral e dirigiu as obras da "Academia de Leonardo da Vinci", na qual parece ter-se reservado o ensino da pintura. Talvez que o seu Tratado de pintura não seja mais do que o resumo das suas lições.

Leonardo deixou Milão em 1500 para se refugiar em Veneza, passando por Mantua, onde desenhou o perfil de Isabel de Este (Louvre). Em 1601 estava em Florença, ocupando-se de geometria e pintando o seu quadro Santa Ana (Louvre), e em 1502 Cesar Borgia tomou-o ao seu serviço na qualidade de engenheiro militar.

Em 1503 empreendeu, no palácio senhorial florentino, um fresco da Batalha de Anghiari, do qual só terminou o cartão. A par e passo, continuava os seus estudos científicos, os trabalhos de canalização do Adda e diferentes obras de pintura, como prestigioso retrato da Gioconda (Louvre). Depois esteve em Milão, onde o chamou o governador Carlos de Amboise, em Roma, onde pintou a fresco A Madona e um doador no mosteiro de Santo Onofre, e dois ou três quadros, entre os quais o S. João Batista do Louvre; depois em Bolonha, em 1516, junto do rei Francisco I, e por fim no castelo do Cloux, próximo de Amboise, onde, paralisado da mão direita, sonhou um canal a cavar na Sologne e um palácio a edificar em Amboise. Foi ali que a marte o surpreendeu.

A Itália do século XVI admirou principalmente nele o escultor e o engenheiro; mas é sobretudo o pintor e o sábio que nos é dado conhecer hoje. A sua arte de desenhista, exprimindo pela forma sensível as menores gradações do sentimento, analisando os caracteres até nas deformações caricaturais, só se apoiando no real para atingir o ideal, nunca foi excedida. Como pintor, a sua arte do claro-escuro chegou aos efeitos mais maravilhosos. Toda a escola lombarda se preocupou com o seu SFUMATO.

As obras autenticas de Leonardo são muito raras. A galeria publica que possui maior numero delas é o Louvre. Em agosto de 1911 foi ai sensacionalmente roubada a Gioconda, sendo achada em Florença em dezembro de 1918 e transportada de novo para Paris.

Leonardo revela-se um sábio pelo colossal repertorio de materiais que formam as suas notas manuscritas, divididas por diversas bibliotecas. Preconizou nelas o método matemático, e resumiu, sem ordem aparente, mas com uma continuidade e uma originalidade surpreendentes, as suas idéias sobre todas as ordens de conhecimentos humanos; também se encontram nelas conhecimentos humanos; também se encontram nelas fragmentos humorísticos, fantasias, máximas, controvérsias, orações, cartas e até listas de palavras. O conjunto da uma alta idéia do gênio do autor.

Mona Lisa - La Gioconda

Depois de Phidias, muitos artistas aplicaram a Proporção de Ouro.Leonardo Da Vinci a chamava: Divina Proporção e a aplicou em muitas de suas obras. Na  Gioconda, ou Mona Lisa , podemos observar tal proporção.

Por exemplo, ao construir um retângulo em torno de seu rosto, veremos que este possui a proporção de ouro. Podemos também subdividir este retângulo usando a linha dos olhos para traçar uma reta horizontal e ter de novo a Proporção Áurea.

Podemos continuar a explorar tal proporção em várias outras partes do corpo, utilizando o script ao lado. Dois dots nos auxiliam; o verde mudando a localização, e o azul aumentando as dimensões da Proporção de Ouro. Posicione o cursor em cima dos dots, clique e largue; no principio você poderá encontrar alguma dificuldade, depois do "macete", as formações dos retângulos ficam bem mais fáceis. Se a imagem não completar inteiramente, clique em qualquer parte da mesma. As linhas brancas (white) selecionadas, como no exemplo acima, ficam mais visíveis.

 

Fonte do código Mona Lisa/PHI

Antes de passarmos para outro assunto, há um ponto que gostaríamos de discutir com nossos prezados visitantes. Constatamos, por fontes oficiais, que as dimensões do quadro de Da Vinci, a Mona Lisa são:

Portrait of Mona Lisa (1479-1528), also known as La Gioconda, the wife of Francesco del Giocondo; 1503-06; Oil on wood, 77 x 53 cm (30 x 20 7/8 in); Musee du Louvre, Pari

No livro de Dan Brown, O Código Da Vinci, página 128, Capítulo 26 confirma isso:

"Apesar de sua monumental reputação, a Mona Lisa media apenas 77 por 53 cm - menor até do que os cartazes dela vendidos na loja de presentes do Louvre."

Salvo melhor juízo, ou na releitura do livro, não encontramos, por parte do autor, qualquer alusão de que até as dimensões do quadro La Gioconda estava subordinado ao número PHI.

Alguns sites o fazem, alegando que as próprias dimensões do quadro formam igualmente um retângulo áureo; tal afirmação parece refletir uma interpretação errônea, pois a razão de 77/53 se aproxima de 1,452830189... , como vemos, bem diferente dos nossos já sobejamente conhecidos 1,681 ...

A bem da verdade, desconhecemos qual foi o motivo do extraordinário Da Vinci, adepto incondicional do PHI, perder a grande oportunidade de dar dimensões ao seu famoso retrato, com essa proporção. Caso alguém, algum estudioso, tenha explicações para esse questionamento, por favor entrar em contato com [email protected].

PENTAGRAMA/PENTÁCULO

O pentagrama estrelado, ou de cinco pontas, que os antigos conheciam como pentáculo, é também designado como a Estrela de Salomão.

No livro O Código Da Vinci, o autor Dan Brown, na página 106, também fez alusões interessantes

"... A Razão dos segmentos de reta de um pentagrama sempre equivale a PHI, tornando esse símbolo a expressão por excelência da Divina Proporção...."

Várias são as proporções de ouro que podemos constatar ao examinarmos a figura do pentagrama; por exemplo, na figura acima, a base do triângulo (linha vermelha) relaciona-se com as duas linhas laterais da pirâmide (linhas azuis). Considerando-se pois, que a linha de base tive-se 2 metros, quaisquer das linhas laterais do triangulo teriam aproximadamente 3,236 ... (3,236/2 = 1,618 ...)

Na verdade, essa figura oferece algumas interessantes particularidades matemáticas; dentre elas, escolhemos uma para servir-nos de exemplo:

Como sabemos, o nosso alfabeto compõe-se de 23 letras; para efetuarmos este passatempo, necessitamos de mais uma delas, servindo a letra K, que antigamente fazia parte do nosso alfabeto. Aceitando-se essa regra , o alfabeto enxertado passa a ser:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X Z

 Agora, coloque em qualquer dos vértices exteriores a primeira letra do alfabeto (A); no sentido dos ponteiros do relógio, em cada ponta da estrela, considere uma letra e, desde que seja uma vogal, registre-a na ponta da estrela; no caso a vogal E, pulando-se as consoantes B, C e D.

Dando seqüência, sempre no mesmo sentido, pule a ponta que já tem a vogal A e siga com o raciocínio até preencher uma das pontas da estrela com a vogal I; até ai, as vogais F, G e H foram suplantadas.

Agora é hora de inverter o sentido; partindo-se da voga I, no sentido anti-ponteiros, proceda da mesma forma, ou seja, pule cada ponta da estrela quando a letra for uma vogal até chegar a letra O; agora ao invés de três letras, foram suplantadas seis consoantes: J, K, L, M, N.

Fazendo um balanço, até agora foram preenchidas quatro pontas da estrela,  faltando apenas  uma.

Finalmente, no mesmo sentido anti-horário, contamos e pulamos as seis pontas já preenchidas pelas respectivas vogais e, escrevemos na última ponta da estrela, a vogal U faltante; nesta última etapa, foram suplantadas as consoantes P, Q, R, S, T.

A resultante já foi antecipadamente apresentada; vide o pentagrama acima.

ADENDA NÚMERO V

 

O livro de Dan Brown, O Código Da Vinci, situa Leonardo Da Vinci como fazendo parte da sociedade secreta O Priorado de Sião que esconde as suas explicações em três dos seus quadro mais conhecidos: Gioconda, Virgem dos Rochedos e Última Ceia.

O protagonista do livro menciona a ausência do cálice na pintura de Leonardo como prova de que Da Vinci não sabia nada do que estava envolvido no Graal; também Brown, relata em parte mais envolvente da trama,que a solução do grande mistério poderia encontrar-se no fresco da Última Ceia, onde, relata que a a figura que está a direita de Cristo não é São João, mas Maria Madalena

Se não existisse outras polemicas no livro, para uns erros  até grosseiros de pesquisa sobre história e geografia, as retro apontadas já seriam suficientes, como está sendo, para desencadear uma verdadeira "avalanche" de criticas e contestações.

Nós do almanaque Pridie Kalendas, sem a devida competência em avaliar méritos, preferimos, como já é de nosso feitio, presentear nossos visitantes com algo mais concreto.

Estamos reeditando , nesta oportunidade,  um problema matemático sobre combinações que temos a certeza cairá mais uma vez no refinado gosto dos nossos Amigos.

A Última Ceia – o uso da perspectiva nesta pintura é notável. O ponto de fuga localiza-se por trás da Cabeça de Cristo, mesmo no centro da pintura. As linhas do espaço envolvente convergem todas para o ponto central. Como simbolismo é realmente transcendental, pois a imagem representa o instante em que Cristo anuncia qual dos presentes o vai trair, centralizando todas as atenções na sua figura.

Os leitores conhecem o célebre quadro, de Leonardo da Vinci, intitulado "A Última Ceia", ou, simplesmente "A Ceia". Com a reprodução acima, o visitante poderá verificar que foram introduzidos números, sendo que, dos dois lados do Cristo, colocado ao centro (1), estão os doze apóstolos: 13 personagens ao todo. O PK pergunta, quantas vezes esses personagens teriam que se reunir, se, depois de haver esgotado todas as outras combinações de lugares, desejassem voltar à mesma ordem do quadro?

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