Gaius Suetonius Tranquillus (c.70-depois de 122)

Historiógrafo e pesquisador romano, nascido provavelmente em Roma. Foi amigo e protegido de Plínio, o Moço, a quem deve ter acompanhado à Bitínia. Trabalhou depois com Septicius Clarus, e juntamente com ele passou ao serviço do Imperador Adriano, ocupando sucessivamente os cargos de a studiis, a bibliothecis e ab epistulis ("secretário"). Nesta qualidade acompanhou o imperador em sua grande viagem pelo Império (121).

Em 122, durante a visita de Adriano à Grã-Bretanha, foi demitido de suas funções por negligenciar as formalidades da corte. A partir de então deve ter trabalhado em pesquisas literárias, não se conhecendo a data de sua morte.

Embora seja conhecida uma lista completa de suas obras, chegaram até a época moderna somente o De Grammaticis e fragmentos do De Rhetoribus, capítulos de uma obra maior contendo biografias de homens ilustres, e o texto integral do De Vita Caesarum ("Os Doze Césares"). Nesta obra, Suetônio trata da vida de Júlio César e dos 11 imperadores que vão de Augusto a Domiciano, focalizados sempre em flagrantes anedóticos de caráter íntimo, usados não só para caracterizar as individualidades dos imperadores, mas ainda para definir o espírito e a depravação da sociedade romana. Mas sua análise é individual, pouco contendo da política e do modo de administras dos biografados. Alguns episódios por ele relatados têm sido contestados pela crítica histórica moderna.

Fonte: Enciclopédia Barsa

 


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