O VALOR DA PONTUAÇÃO!

 


Um homem muito rico, percebendo aproximar-se do fim, sentindo que o tempo era escasso, solicitou imediatamente caneta e papel, e escreveu o seguinte testamento, morrendo imediatamente depois, sem ao menos ter tempo de pontuar o texto:
 

Deixo os meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada ao Mario Schiloil Grooss.

O documento, agora em poder do cartório, expressava uma terrível dúvida; para quem afinal o ricaço deixará a sua imensa fortuna?

Na verdade, quatro eram os prováveis herdeiros: um sobrinho, uma irmã mais nova, o alfaiate da família e um parente , Mario Schiloil Grooss,  muito pobre por sinal, morador em uma cidade vizinha.

Cada um dos pleiteantes recebeu  uma cópia do texto, preparada pelo escrivão, com a incumbência de melhor interpretá-lo; o primeiro deles, o sobrinho, antes de entregar o texto de volta ao escrivão do cartório,  efetuou a seguinte pontuação :

Deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada ao Mario Schiloil Grooss.

A irmã do morto chegou em seguida, com outra cópia do texto, e pontuou-o desta maneira:

Deixo os meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada ao Mario Schiloil Groosss.

As correções do alfaiate da família foram:

Deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meus sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada ao Mario Schiloil Grooss.

Finalmente, o parente Mario Schiloil Grooss fez a seguinte correção:

Deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Ao Mario Schiloil Grooss.

Não podendo ser resolvido em cartório, a pendenga foi ao tribunal.

Obs: Adaptação livre de um texto colhido do "Almanaque Bertrand"- 1966


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